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Aconteceu no Ciclismo

Aconteceu no Ciclismo: O Giro d’Itália de 1988

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Por Mauricio Motta

O Giro d’Italia 1988 foi um dos mais difíceis e surpreendentes da história. Montanhas, tempestade de gelo, um americano e uma história de superação.

Naquele ano não havia um italiano que figurasse entre os principais favoritos. Isso fez com que a organização realizasse uma prova altamente montanhosa, transformando o Giro em uma batalha totalmente aberta, sem favoritos.

Houve muitas reclamações, como a do americano Bob Roll da 7-eleven, que disse: “AQUELES DESGRAÇADOS COLOCARAM TODAS AS MONTANHAS QUE TINHAM NA ITÁLIA PARA A GENTE ESCALAR!”.

Além de tudo, uma tempestade de gelo caiu sobre os competidores na 14° etapa, fazendo com que muitos deles abandonassem a prova. A tempestade foi tão forte que obrigou a mudança do local da largada da 15° etapa.

O Giro de 88 ficou marcado não somente como um dos mais difíceis da história, mas também como uma das quatro vezes que nenhum italiano subiu no pódio. Seria um castigo para eles? Pela primeira vez na história um não europeu venceu uma grande volta.

O americano Andrew Hampsten da 7-eleven, em meio àquela icônica tempestade de gelo na 14° etapa, tomou a camisa rosa do italiano Franco Chioccioli e a levou até a última etapa, em Veneto.

Aquele Giro também mostrou a garra do espanhol Pedro Delgado, que lutou contra a hipotermia e terminou derrotado a quase 18 minutos do campeão Hampsten. Delgado deu a volta por cima vencendo o Tour de France um mês depois. A derrota se transformou em uma grande vitória.

Histórias que mostram porque o ciclismo é apaixonante.

*Fotos de Pedro Delgado na tempestade de gelo um mês antes do triunfo em Paris.

Aconteceu no Ciclismo: Peter Sagan coloca seu nome na história

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Por Mauricio Motta

Uma boa lembrança de 2018 foi a tão difícil e disputada Inferno do Norte, como é conhecida a Páris Roubaix. Foram 257km, sendo divididos em 29 trechos de paralelos, totalizando 55km sobre piso de pedras.

Os três integrantes do pódio poderiam ter vencido a prova, pois sofreram muito para desgarrar do pelotão. Porém, já dentro do velódromo de Roubaix, Peter Sagan mostrou ter mais reserva de força para explosão no sprint final, deixando Silvan Dillier da Ag2r em segundo e, o também favorito, Niki Terpstra da Quick-step em terceiro.

Com a rainha das clássicas no currículo, Sagan mostra que está entrando no roll dos grandes nomes eternos do ciclismo clássico como, Roger De Vlaemink, Sean Kelly, Ton Boonen, Rik Van Looy, Freddy Maertens, Johan Museeuw, Paolo Bettini, Francesco Moser e tantos outros gigantes que construíram história nas estradas da Europa.

Desafiamos alguém postar outra linha de frente tão assustadora nas estradas quanto essa!

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Desafiamos alguém postar outra linha de frente tão assustadora nas estradas quanto essa!

A esquerda, atrás dos três belgas, o francês Bernard Hinault com 5 Tours, 3 Giros, 2 Vueltas, 11 clássicas, mundial, o segundo maior campeão da história.

Vestindo a camisa de campeão mundial, Freddy Maertens, bi campeão mundial, 1 Vuelta, 4 clássicas, 3 camisas verdes, um dos gigantes com mais de 200 vitórias.

Na frente, Eddy Merckx, o Canibal, campeão de tudo, o maior de todos, 5 Tours, 5 Giros, 1 Vuelta, 19 clássicas e 3 mundiais, mais de 500 vitórias.

A direita, Roger De Vlaemink, o maior ciclista da história dos pavês, tetra da Paris Roubaix, 11 clássicas, campeão mundial de Ciclocross em mais de 259 vitorias.

Existe alguma foto mais assustadora quanto está?

Postem!

Desafio está dado. Participem!!

Por Maurício Motta

Mil vinhos Valverde

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Alejandro Valverde terá um ótimo Natal com mil garrafas de vinho feitas pela patrocinadora da Movistar, a vinícola Coneleio Dinastia, em homenagem ao campeão mundial.
O dono da vinícola, amante do ciclismo, diz que todo ciclista bebe uma taça de vinho no jantar.

Todos os vinhos são derivados de agricultura ecológica.
Quando Alejandro Valverde soube que teria mil vinhos em sua homenagem, disse ” com mil vinhos para mim, não vou conseguir pedalar”.
Uma homenagem mais que merecida ao campeão mundial.

Por Mauricio Motta

Peter Sagan: Como os grandes campeões do passado!

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Uma ótima notícia dada pelo site Ciclismo Pró. O tricampeão mundial e atual campeão da Paris-Roubaix, Peter Sagan, divulgou que correrá toda a primavera, isso inclui as clássicas e clássicas monumentais.

Isso é um fato muito relevante no mundo do ciclismo, pois atualmente vivemos tempos em que os grandes ciclistas se preparam para correr somente provas específicas, diferentemente dos multi campeões do passado que batiam guidão com os rivais por toda a temporada. Fato que levou o maior corredor da história dos paralelos, o belga Roger De Vlaemink, a dizer que não respeitava os campeões Johan Museeuw e Ton Boonen por correrem apenas algumas provas escolhidas.

Nos dias de hoje, quem chegou mais perto dos grandes feitos das lendas do passado foi o belga Fhilippe Gilbert, que venceu a Ronde Van Vlaanderen e a Amstel Gold Race, feito que não acontecia desde 1979 conquistado por ninguém menos que o gigante holandês Jan Raas, vencedor da Amstel 5 vezes.

A Amstel Gold Race foi até chamada pelos fãs, na época, por Amstel Gold Raas em homenagem ao penta campeão Jan Raas.

Voltando aos nossos tempos de muito “mimimi”, temos de admirar a atitude de Peter Sagan e desejar-lhe boa sorte.
O Grampér espera que Peter Sagan consiga trazer o espírito dos grandes multi campeões do passado ao nosso mundo do ciclismo dos tempos atuais.

Fotos: Peter Sagan e o gigante holandês, Jan Raas seguido pelo grande campeão dos paralelos, Roger De Vlaemink.

Por Maurício Motta

Aconteceu no Cilismo

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Hamilton, Canadá, 12 de outubro de 2003. Nesta data, o espanhol Alejandro Valverde iniciava a sua busca pelo tão sonhada medalha de ouro do Campeonato Mundial de Ciclismo. Na ocasião, aos 23 anos, Valverde conquistava o segundo lugar da competição, ficando atrás do seu compatriota Igor Astarloa.

Quinze anos depois, Alejandro Valverde começava a disputa do Campeonato Mundial de Ciclismo em Innsbruck, na Áustria, com chances reais de título. Mas até chegar este momento, o nome do espanhol já estava marcado na história do esporte.

Um título da Vuelta a España, quatro Liège-Bastogne-Liège, cinco Lá Flèche Wallone, duas Clásica de San Sebastián, além de duas pratas e quatro bronzes do Mundial de Ciclismo.

Voltando a 2018, a decisão da medalha de ouro do Campeonato Mundial de Ciclismo, ficou para a reta final da prova. Após 259,4 km entre Kufstein e Inssbruck, Valverde disputava a primeira colocação contra o francês Romain Bardet, o canadense Michael Woods e o holandês Tom Dumoulin. Com um Sprint nos últimos metros, Alejandro Valverde assumiu a ponta, completando a prova em 6h 46min 41seg e conquistando, enfim, o seu primeiro ouro em um Campeonato Mundial. Aos 38 anos de idade, o espanhol se tornou o segundo ciclista mais velho da história a conseguir esse título.

Valverde é extremamente admirado no mundo do ciclismo. Seu estilo agressivo cativa torcedores e também seus adversários. Ele é um dos poucos na história a conseguir subir no pódio nas três provas que compõem o Grand Tour. O espanhol é o atleta com mais medalhas em Mundiais, são sete no total. A mais saborosa delas, a tão sonhada medalha de ouro conquistada em Innsbruck.

Por Mauricio Motta e Jonatas Pacheco.

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