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Aconteceu no Ciclismo

Que venha o Giro d’Italia 2019

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Em 1909, nasce uma das principais competições do ciclismo mundial, o Giro d’Italia. Uma das três grandes voltas da UCI, o Giro surgiu da rivalidade de dois jornais italianos, Gazzetta dello Sport e o Corriere della Sera, que realizava o Giro d’Italia de automóveis. A Gazzetta já tinha organizado o Giro di Lombardia em 1905 e a Milão-SanRemo em 1907.

O Giro logo se tornou um grande concorrente do Tour de France e também uma competição muito querida na Itália. A “maglia” rosa se tornou o símbolo de poder e glamour.

Nos primeiros anos, os italianos dominaram suas estradas. Gino Bartali e Fausto Coppi travaram as mais duras e disputadas batalhas, mas os franceses desafiaram o domínio italiano. O principal deles foi Jacques Anquetil.

Mais tarde houve uma era chamada “era Merckx”. Em sete anos (1968 a 1974), Eddy Merckx conquistou cinco títulos, entrando no seleto grupo de maiores campeões do Giro, junto com os italianos Alfredo Binda e Fausto Coppi.

O também italiano Mário Chipollini detém o maior número de vitórias de etapas da competição, com um total de 41.

O Giro ficou marcado por batalhas históricas entre Coppi/Bartali, Saronni/Francesco Moser e Induarin/Marco Pantani.

No próximo dia 11 de maio, se inicia do Giro D’ITALIA 2019. Serão novas batalhas e novas histórias.

Que venha o Giro 2019.

Por Mauricio Motta

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Vai começar a Paris Roubaix, a temida ‘Inferno do Norte’

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Estamos na semana da rainha das clássicas, a Paris Roubaix, também conhecida como “Inferno do Norte”. A edição de 2019 será a 117ª da história.

Este ano teremos muitos favoritos, dentre eles os especialistas em Cross Country. Porém, todos eles estão longe de chegar perto da incrível e quase impossível marca de quatro títulos da prova.

Nem mesmo o belga Eddy Merckx, o maior ciclista de todos os tempos, foi capaz de alcançar tal feito.

Até o momento, apenas dois atletas conseguiram conquistar a “Rainha das Clássicas” quatro vezes. Roger de Vlaemink foi campeão nos anos 1972, 1974, 1975 e 1977. Já Tom Boonen subiu no lugar mais alto do pódio em 2005, 2008, 2009 e 2012. Coincidentemente, os dois também são belgas.

A Inferno do Norte tem 260 km de distância, sendo que pouco mais de 70 km são percorridos sobre os paralelepípedos.

A prova termina dentro do velódromo da cidade de Roubaix.

Lá, o vencedor escreve seu nome na história da maior e mais esperada clássica monumental da temporada.

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Por Mauricio Motta

Troféu Baracchi, uma prova amada pelos fãs do ciclismo

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O Troféu Baracchi foi uma famosa prova de ciclismo italiana que durou 50 anos. Ela marcou época e ficou famosa por se tratar de uma competição contra relógio em dupla.

A competição permitia que ciclistas de equipes diferentes corressem juntos. Isso dava oportunidade para os fãs assistirem de perto rivais, que em outras provas “batiam o guidão” na chegada, ajudando um ao outro.

A última edição do Troféu Baracchi em duplas aconteceu em 1990 e foi vencida por Rolf Golz e Tom Cordes.

A prova ainda aconteceu por mais um ano, mas apenas no contra relógio individual. O vencedor foi o suíço Tony Rominger.

O carinho que os italianos tinham pelo Troféu Baracchi pode ser entendido por essa foto dos rivais Francesco Moser e Bernard Hinault, campeões em 1984.

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Por Mauricio Motta

UCI promove mudanças no calendário de 2019

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A UCI (Union Cycliste Internationale) promoveu algumas mudanças de calendário para o ano de 2019.

A primeira mudança está no Giro d’Itália, que será atrasado em uma semana. A diferença entre o Giro e o Tour de France, que era de seis semanas, passa a ser de apenas cinco. Essa decisão diminui o tempo de recuperação dos atletas que pretendem disputar as duas grandes voltas.

Outra decisão importante foi a unificação da Volta de Dubai e da Volta de Abu Dhabi, que agora formarão a Volta dos Emirados Árabes Unidos.

Além disso, a Tirreno Adriático será simultânea à Páris Nice. Já a Volta da Turquia alterou suas datas para não acontecer acontecer junto com a Volta da Lombardia, a última clássica monumental do ano.

Por Mauricio Motta.

Gostou das mudanças? Deixe seu comentário.

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‘Não é fácil usar uma camisa de campeão do mundo’

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Qual a sensação de ser campeão mundial? É uma responsabilidade? Como é ser o alvo de todos os olhares? O italiano Paolo Bettini, que vestiu duas vezes a camisa mais cobiçada do ciclismo, descreveu assim:

“Quando se está no pódio e veste a camisa de campeão do mundo, você se olha e diz – o sonho virou realidade.

Os momentos mais lindos e emocionantes são quando você entra pela primeira vez na corrida usando a camisa e quando você ataca.

Tudo o que você faz. Todos te olham, todos querem ver o que você faz. Todos os fãs, todo o público, toda a imprensa. Todos os olhos são para você.

Nesse momento você nota que o símbolo da camisa listrada é a mais cobiçada. E você está a levando por um ano inteiro.

Não é fácil usar uma camisa de campeão do mundo. É preciso mostrar há todo momento que é o melhor. Todos esperam que você ganhe”.

Além de bicampeão mundial, Paolo Bettini foi medalha de ouro de estrada em Atenas, vencedor da Milan SanRemo, Liegè-Bastogne-Liegè, Clássica San Sabastian, bicampeão italiano e muitas outras provas.

Por Mauricio Motta.

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Histórias do Tour the Flandres. Ano 1977.

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Queda, torcedor emprestando a bicicleta, fugas e não “Fair play”. Tudo em uma só prova.

Neste dia, 167 competidores alinharam mas somente 26 completaram os 260 km em uma média de 39km/h pedalando em quadros de ferro.

Os dois monstros belgas da foto, o campeão mundial Freddy Maertens e Roger DeVlaeminck, o rei dos pavês protagonizaram uma disputa nem um pouco amigável.

A prova:

Após a fuga solo do Canibal Eddy Merckx, Maertens e De Vlaemink o perseguiam, quando, de repente, Maertens vai ao chão quebrando sua bicicleta.

Um torcedor deu sua própria bicicleta para que o campeão continuasse a disputa.

Maertens, além de machucado, foi alertado pela organização da prova para abandonar a disputa, porém ignorando os avisos, continuou.

Os dois conseguiram alcançar Merckx e, faltando poucos quilômetros, Maertens e Vlaemink deixaram para trás um cansado e esgotado Canibal.

Depois de 259km, pedalando em grande parte com uma bicicleta emprestada, Maertens foi batido por um indiferente De Vlaemink.

Vlaemink foi o campeão de Flandres em 77 enquanto Maertens teve a segunda colocação caçada pela organização.

Para se ter uma ideia do feito de Freddy Maertens correndo com uma bicicleta emprestada de um anônimo torcedor.

Ele chegou na frente de grandes nomes como o gigante holandês Jan Rass, o senhor do tempo Francesco Moser, além, é claro, do maior de todos, Eddy Merckx.

Por Mauricio Motta

Valverde anuncia primeira prova de 2019

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Atual campeão mundial de ciclismo de estrada, o espanhol Alejandro Valverde anunciou a primeira prova que irá disputar na temporada de 2019.

O atleta da Movistar Team vai estrear no Challenge de Mallorca, entre os dias 31 de janeiro a 3 de fevereiro, em seu país natal.

Valverde vai completar 39 anos de idade em 2019 e carregará todas as atenções do ciclismo mundial. Será que ele segue fazendo história?

Por Mauricio Motta

 

*Foto: Dario Belingheri + Luca Bettini / BettiniPhoto.net

Aconteceu no Ciclismo: O Giro d’Itália de 1988

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Por Mauricio Motta

O Giro d’Italia 1988 foi um dos mais difíceis e surpreendentes da história. Montanhas, tempestade de gelo, um americano e uma história de superação.

Naquele ano não havia um italiano que figurasse entre os principais favoritos. Isso fez com que a organização realizasse uma prova altamente montanhosa, transformando o Giro em uma batalha totalmente aberta, sem favoritos.

Houve muitas reclamações, como a do americano Bob Roll da 7-eleven, que disse: “AQUELES DESGRAÇADOS COLOCARAM TODAS AS MONTANHAS QUE TINHAM NA ITÁLIA PARA A GENTE ESCALAR!”.

Além de tudo, uma tempestade de gelo caiu sobre os competidores na 14° etapa, fazendo com que muitos deles abandonassem a prova. A tempestade foi tão forte que obrigou a mudança do local da largada da 15° etapa.

O Giro de 88 ficou marcado não somente como um dos mais difíceis da história, mas também como uma das quatro vezes que nenhum italiano subiu no pódio. Seria um castigo para eles? Pela primeira vez na história um não europeu venceu uma grande volta.

O americano Andrew Hampsten da 7-eleven, em meio àquela icônica tempestade de gelo na 14° etapa, tomou a camisa rosa do italiano Franco Chioccioli e a levou até a última etapa, em Veneto.

Aquele Giro também mostrou a garra do espanhol Pedro Delgado, que lutou contra a hipotermia e terminou derrotado a quase 18 minutos do campeão Hampsten. Delgado deu a volta por cima vencendo o Tour de France um mês depois. A derrota se transformou em uma grande vitória.

Histórias que mostram porque o ciclismo é apaixonante.

*Fotos de Pedro Delgado na tempestade de gelo um mês antes do triunfo em Paris.

Aconteceu no Ciclismo: Peter Sagan coloca seu nome na história

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Por Mauricio Motta

Uma boa lembrança de 2018 foi a tão difícil e disputada Inferno do Norte, como é conhecida a Páris Roubaix. Foram 257km, sendo divididos em 29 trechos de paralelos, totalizando 55km sobre piso de pedras.

Os três integrantes do pódio poderiam ter vencido a prova, pois sofreram muito para desgarrar do pelotão. Porém, já dentro do velódromo de Roubaix, Peter Sagan mostrou ter mais reserva de força para explosão no sprint final, deixando Silvan Dillier da Ag2r em segundo e, o também favorito, Niki Terpstra da Quick-step em terceiro.

Com a rainha das clássicas no currículo, Sagan mostra que está entrando no roll dos grandes nomes eternos do ciclismo clássico como, Roger De Vlaemink, Sean Kelly, Ton Boonen, Rik Van Looy, Freddy Maertens, Johan Museeuw, Paolo Bettini, Francesco Moser e tantos outros gigantes que construíram história nas estradas da Europa.

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